09Ativação de Marca · Rua · Coca-Cola Brasil

Corda na Rua

Sessenta e três performers em amarelo e vermelho transformaram o pular corda em teatro de rua — primeiro sem marca, para virar boato; depois assinado pela Coca-Cola, em cinco capitais brasileiras.

Corda na Rua — capa do estudo de caso de Coca-Cola Brasil
Fig. — Coca-Cola Brasil

Contexto

Em 2008, uma geração de adolescentes brasileiros migrava da calçada para a tela. O briefing era reativar o ritual da brincadeira na rua — e fazer isso forte o bastante para virar conversa antes de virar campanha.

Uma equipe de sessenta e três performers foi montada entre dança, circo, capoeira, parkour, coordenação e memorização — perfis capazes de sustentar uma rotina viva de rua. Foram treinados por uma equipe canadense campeã de Double Dutch para pular em dupla, trio e piruetas.

A ativação rodou em duas fases por Fortaleza, Recife, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro. Na fase um, os times apareciam em espaços públicos sem marca — para plantar o boato de uma nova tendência urbana. Na fase dois, já assinados pela Coca-Cola, executavam coreografias e puxavam a multidão em volta, estendendo-se para escolas, eventos, igrejas, academias e obras sociais infantis.

Desafio

Reativar um ritual de rua num momento em que os jovens brasileiros se recolhiam para dentro. O truque era construir algo visível o suficiente para virar assunto antes de virar campanha — e, ao virar campanha, ainda parecer espontâneo.

Atuação

Este é crédito de criação, não de estratégia. Trabalhando ao lado de Fernando Blum na Elipse Comunicação e Marketing, ajudei a escrever o conceito em duas fases — o boato sem marca primeiro, a coreografia assinada depois — e o racional de casting que fez uma ativação da Coca-Cola sustentar-se como cultura de rua.

Abordagem

01

Escalar por resistência, não por aparência

Sessenta e três performers curados entre dança, circo, capoeira, parkour e coordenação — perfis capazes de segurar uma rotina viva de rua dia após dia, em cinco cidades diferentes.

02

Treinar contra um padrão real

Treinamento intensivo com uma equipe canadense campeã de Double Dutch, para levar o pular corda do playground a coreografia em dupla e trio com densidade técnica de verdade.

03

Plantar o boato antes do logotipo

A fase um rodou sem marca por Fortaleza, Recife, Curitiba, Brasília e Rio — exposição suficiente para instalar a sensação de que uma nova onda urbana estava começando, sem que ninguém nomeasse a fonte.

04

Assinar o movimento, não anunciá-lo

A fase dois chegou com a assinatura da Coca-Cola e coreografias montadas, estendendo-se para escolas, eventos, igrejas, academias e obras sociais infantis — um movimento assinado, não uma campanha anunciada.

Execução

  • 01Conceito e estratégia da ativação 'Corda na Rua'
  • 02Casting e formação do time de 63 performers
  • 03Plano de ativação em duas fases nas cinco capitais
  • 04Roteiro de filme de 30 segundos e materiais de apoio
Promoção Corda na Rua Coca-Cola0:31

Resultado

O pular corda virou conversa espontânea nas cinco cidades da ativação — e quando a Coca-Cola assinou o movimento, a marca já estava colada a uma cena de rua de verdade, não a uma peça de publicidade.

Créditos

  • ClienteCoca-Cola Brasil
  • AgênciaElipse Comunicação e Marketing
  • ParceiroBenza Promoção e Eventos
  • TreinamentoEquipe canadense campeã de Double Dutch
  • CriaçãoBruno Rothstein e Fernando Blum