Eu Sou Flamengo
A estreia da Clipper no Brasil como patrocinadora do Flamengo escrita como um novo funk da Nação — gravado com MCs do próprio Rap do Centenário do clube, vinte e um anos depois.

Contexto
A Clipper, líder europeia em isqueiros recarregáveis, entrava no Brasil como patrocinadora oficial do Flamengo. Comprar mídia sozinho não daria a camisa — a legitimidade cultural com a maior torcida do país precisava ser construída rápido e sem parecer oportunista.
Vinte e um anos antes, MC Junior e MC Leonardo haviam gravado o 'Rap do Centenário' para os cem anos do clube — faixa que a arquibancada absorveu como sua. Esse território sonoro já pertencia ao Flamengo; o movimento era voltar a ele, não inventar algo novo.
Trouxemos de volta parte do elenco original do centenário e cruzamos com uma nova geração — Marcinho, Daniel Shadow, Maomé, Shock, DJ Marlboro —, com percussão ao vivo e direção musical de Fábio Tabach. Desse encontro nasceu 'Eu Sou Flamengo', filmada em videoclipe pelo Rio e lançada pelo ecossistema conjunto de Clipper e Flamengo — mais de 15 milhões de seguidores somados à época.
A plataforma de patrocínio — 'InFLAmar a Nação' — amarrou a estreia, a exposição na camisa e a linha de produtos licenciados sob um único fio narrativo.
Desafio
Transformar um investimento de mídia em legitimidade cultural: conquistar o direito de estar na camisa junto de uma torcida que não perdoa marca esforçada demais, e fazer isso nas primeiras semanas do patrocínio.
Atuação
Liderei a estratégia de conteúdo do lançamento na Content House. Li o repertório afetivo da arquibancada para argumentar funk em vez de jingle, curei o casting para que a geração histórica e a nova dividissem uma faixa e escrevi o plano de lançamento pelas duas redes para que a peça chegasse como cultura, não como anúncio.
Abordagem
Escolher o território sonoro certo
Ler primeiro o repertório afetivo da torcida — a arquibancada já tinha canção, e ela era funk. O briefing se dobrou a isso, não o contrário.
Recolocar a memória em cena
Voltar às vozes que construíram o hino do centenário e cruzá-las com a nova geração do funk carioca — legitimidade e contemporaneidade na mesma sala.
Escrever o patrocínio em uma única linha
'InFLAmar a Nação' amarrou videoclipe, exposição na camisa e linha de produtos licenciados sob um único fio narrativo — o patrocínio lê-se como um gesto, não como três ativações.
Lançar pela rede, não em volta dela
O plano de distribuição rodou pelos próprios canais de Clipper e Flamengo em conjunto, para que o áudio chegasse como conteúdo de arquibancada, não como inserção de marca.
Execução
- 01Plataforma de patrocínio 'InFLAmar a Nação' e estratégia de lançamento
- 02Roteiro e direção de criação do videoclipe 'Eu Sou Flamengo'
- 03Curadoria de elenco e direção musical conjunta com Fábio Tabach
- 04Plano integrado de lançamento pelos canais da Clipper e do Flamengo
Resultado
A Clipper entrou no Brasil pela cultura, não pelo logotipo. 'Eu Sou Flamengo' foi compartilhada pela própria torcida e ancorou a comunicação do patrocínio ao longo da temporada, colando a marca à memória afetiva do centenário.
Créditos
- ClienteClipper · Flamagas
- AgênciaContent House
- ParceiroClube de Regatas do Flamengo
- EstratégiaBruno Rothstein
- CriaçãoAdrianne Elias
- Direção musicalFábio Tabach
- ElencoMC Junior, MC Leonardo, Marcinho, Daniel Shadow, Maomé, Shock, DJ Marlboro
